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16 outubro, 2010

Quais são as três coisas que você pensa que se tornarão obsoletas nos próximos dez anos?

Justiça, amizade e sapiência...

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Se você pudesse ser parecido com qualquer pessoa, com quem seria?

Essa é meio óbvia, mas comigo mesma...saber reconhecer o que temos de bom e compreender e aceitar o que não é tão bom faz parte da sabedoria que busco tanto alcançar

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Se você pudesse sair de férias no próximo mês com um orçamento ilimitado, aonde você iria?

Pra Europa, começando pelas antigas cidades-estado gregas (o que inclui parte da hoje Itália e Turquia), passando por todos os locais onde os grandes filósofos estiveram...depois pelas cidades dos grandes mestres da pintura e escultura, e depois pelas terras dos grandes homens/mulheres da literatura...Alguém quer fazer uma vaquinha pra me mandar pra la?

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Que mensagem você colocaria em um biscoito da sorte?

É tudo mentira!

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sobre a manipulação da mídia


É uma satisfação enorme quando vejo que algumas sementes que ando plantando por ai estão germinando...Infelizmente, a maioria absoluta de alunos ignora solenemente o que eu digo e somente quer a "resposta certa" pra colocar na prova...e eu os ignoro solenemente também, pois não há resposta certa, é pretensão demais achar que alguém detem as respostas... "Navegar é preciso, viver não é preciso..."
Mas, apesar de não haver A resposta certa, podemos pensar em probabilidades, e, dentre elas, aquela que mais poderia se aproximar da realidade...e foi assim, com um misto de alegria e orgulho, que venho recebendo de alguns (poucos) alunos, textos, videos, imagens e até mesmo palavras sobre como eles estão mais atentos ao que está sendo dito/mostrado pela mídia...

Hoje recebi pelo twitter, do Junior do 7, um texto do Chomski que mostra exatamente o que eu tenho dito no dia-a-dia, mas de forma mais clara e competente, é claro...segue o texto:



Juízo Final Blog
Manipulação: As 10 estratégias que são utilizadas pela mídia na população


Publicado em Crise, Nova Ordem Mundial por juizofinal em 03/09/2010

Todos os dias vemos nos telejornais uma série de notícias escolhidas previamente pelos redatores, diretores, jornalistas e executivos das emissoras. Será que essas organizações irão difundir informações que prejudiquem a si mesmas ou àqueles que lhes geram renda?

Essas empresas que nos levam informação (emissoras, editoras, etc) estão geralmente em articulação com setores predeterminados. Partidos e seus políticos, outras empresas privadas, anunciantes e uma série de outros grupos coligados. Como esperar que elas possam ir à contramão dos interesses desses setores?

Pode se concluir através disso que qualquer informação divulgada é seletiva. Se chega a público é porque foi aprovada por um grupo que detém o poder de propagá-la e logicamente não a disponibilizará se ela contradisser seus projetos.

O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A estratégia da distração

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto Armas silenciosas para guerras tranqüilas)”.

2- Criar problemas, depois oferecer soluções

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia da gradação

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A estratégia do deferido

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- Utilizar o aspecto emocional muito mais que a reflexão

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- Manter o público na ignorância e na mediocridade

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- Estimular o público a ser complacente na mediocridade

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- Reforçar a revolta pela autoculpabilidade

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- Conhecer melhor os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Referência: http://correiodeimperatriz.com.br/site/?p=1705#

06 outubro, 2010

sobre a saudade, ainda...



Você e o meu Nietzsche...meu amigo certo das horas incertas, obrigada por ter me dado a alegria pela sua amizade...

sobre a saudade


de riso triste e ironia pura
uma criança contra a maioridade do mundo
em luta diária e inglória
sempre dizia e ninguém mais ouvia
ele foi lá e fez, o prometido
e nos deixou com esse vazio
causado pela impossibilidade
de curar sua dor

03 outubro, 2010

sobre como os políticos deveriam ser


Nunca traremos desgraça para a nossa Cidade, por nenhum ato de desonestidade ou covardia, nem jamais abandonaremos nossos companheiros sofredores.

Lutaremos pelos ideais e pelas conisas sagradas da cidade, isoladamente ou em conjunto. Respeitaremos e obedeceremos às leis da Cidade e tudo faremos para despertar respeito e reverência naqueles que, estando acima de nós, inclinam-se a reduzi-las a nada. Lutaremos incessantemente para estimular a consciência do cidadão pelo dever urbano. Assim, por todos esses meios, transmitiremos essa Cidade, não menor, porém maior, melhor e ainda mais bela do que nos foi transmitida.


--Juramente da Juventude Ateniense (retirado do perfil de Arthur Molina)

sobre a eleição, claro

Quando vim morar em Fortaleza não imaginava que iria encontrar pessoas que seriam tão importantes na minha vida. Uma das coisas que mais me faz ser feliz pelos amigos que tenho é a sua gana por justiça, e sua luta incessante e esclarecida pela melhoria da nossa realidade. Mesmo divergindo em pequenos pontos, uma coisa nos une: Justiça tem que ser para TODOS, senão não é justiça, é favorecimento.

Com a correria desses dias pensei em não responder à eles sobre as eleições de hoje por saber que, em poucas palavras, esse ser prolixo que vos fala não seria capaz de expor tudo o que penso sobre a eleição, mas não consegui e, mesmo sabendo ser pouco e insuficiente, exponho aqui o que penso hoje:

Não pedi licença a eles para colocar nossa conversa que se deu por e-mail por ter a absoluta certeza que eles não se importariam, já que suas ideias devem ser difundidas...Eu respondi assim: (A quem quiser entender melhor nossa conversa, sugiro começar a ler pelo final :)... Ah, vou tirar os emails..rs

Voto não muda a realidade. Voto perpetua o sistema, que é injusto/hipócrita por natureza. Mas é nosso único instrumento no momento. Hoje nós (so cool) temos consciência que além do voto, muito mais se deve fazer, ao longo dos dias, para TENTAR mudar de fato a realidade, através de nossos atos de cobrança aos nossos representantes e esclarecimento àqueles que ainda não perceberam como esse sistema é medíocre. Democracia em um país de miseráveis que somente lutam pela sobrevivência diária é quase uma piada. Estamos fazendo nossa parte, inclusive mudando quando é preciso. Sempre votei no PT mas hoje não vou votar por achar que a Dilma vai ganhar independentemente do meu voto e, como sempre fui de esquerda, voto no Psol (mas é claro que se eu percebesse que haveria a chance do PSDB ganhar, com certeza mudaria meu voto e lutaria por outros mais, como sempre fiz). Concordo com o Israel, o PT trouxe alguns avanços, mas poderia ter conquistado mais. Depende de nós. Depende de nossa capacidade de ir além e buscar sempre a efetivação de nossos direitos. Não é fácil, mas é nossa luta hoje e será sempre...

abraços saudosos e orgulhosos pelos amigos que tenho...


Erika Bataglia
'Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.' (Fernando Pessoa)






Date: Sun, 3 Oct 2010 09:28:31 -0300
Subject: Re: Res: Plínio
From: muriloebster


Psol no legislativo...
Lembram quando se dizia a mesmíssima coisa do PT? Que era pra ter alguém do PT no legislativo pra vigiar os demais?
Quando eu voltar, lerei o texto em minúcias, e me pronunciarei. Apesar de não votar hoje, ok?
Beijos, e boa sorte!

Em 3 de outubro de 2010 08:22, Danilo Pinheiro > escreveu:
Boa constatação, Israel! O PSol no legislativo! É isso aí!
?

--- Em dom, 3/10/10, Israel Sena < escreveu:

De: Israel Sena <>
Assunto: Re: Res: Plínio



(Esqueci de dizer só uma coisa q aparentemente vai contra a todo o outro discurso e vcs vão me achar totalmente doido. rs)
Para o Legislativo, apoio o Psol de ponta a ponta... É sério!
A extrema Esquerda tem de estar no Legislativo pra fazer força contra o PFL-PSDB...
É isso.
Abraço.

--- Em dom, 3/10/10, Israel Sena escreveu:

De: Israel Sena >
Assunto: Re: Res: Plínio
Para:

O governo Lula apresentou duas propostas de reforma tributária q diminuiriam os impostos sobre a produção e aumentariam os sobre o patrimônio. As propostas sequer chegaram às comissões especializadas do Congresso, em razão de 'forças ocultas'. Isso é só um exemplo.
Por isso, achei perfeita e adequada a indagação da autora do blog sobre se o Psol, caso o Plínio seja eleito, vai fechar o Congresso pra implementar as medidas q defende. Só assim pra passar, por ex, a reforma agrária do Psol e a suspensão do pagamento da dívida pública, cuja impossibilidade a Direita ja deixou expressa na Constituição.
Sinceramente, não acredito q Maluf, Collor, Tasso, Sarney (e etc) deixem de ser eleitos ou percam a influência q têm.
Não acredito tbm q o povo q vota nessa galera vá sair na rua pra derrumar governo e menos ainda q vá pegar em arma.
Mesmo eu me considerando de Esquerda, não acredito na plataforma do Plínio, pois acho que está desvinculada da realidade, não só do que trata à governabilidade, mas tbm no que trata à postura do povo q é o grande prejudicado pelo sistema atual.
As mudanças são gradativas (a não ser q haja uma revolução, q acho praticamente impossível acontecer). No governo Lula houve uma real melhoria na qualidade de vida da população, é indiscutível.
Por isso (e ainda tem o meu pavor ao Serra-PSDB-PFL gritando no juízo...) e mesmo ciente das imperfeições e erros do atual governo, voto amanhã na Dilma.
Beijo-Abraço a todos.


--- Em dom, 3/10/10, Rodrigo Faria < escreveu:

De: Rodrigo Faria
Assunto: Res: Plínio
Para:

Havia eu respondido só pro Mr. Israel (que com um nome desse não poderia ser menos polêmico), mas o debate se ampliou e acho que vale a pena copiar pra vcs o que respondi...

"Bom, quanto ao texto, uma pena que vc pense assim. Para mim, sinceramente, votar na Dilma e no PT hoje em dia é que é ingenuidade e utilitarismo. Digo isso de cadeira, pois já senti na pele como é a gestão PT no poder e não gostei nem um pouco.

Negar que houve melhorias?! Longe de mim fazer isso, mas melhorias podem ocorrer em qualquer gestão (como o Plínio bem ressaltou no debate, embora sempre ocorrerão menos mudanças numa gestão do PSDB). Quero é mudança! E para qualquer um que não tenha ficado satisfeito com o pouco tempo do programa do PSol na TV e tenha ido atrás de mais informações, fica claro que o partido tem reais propostas pra transformar.

Utópico?! Sim, graças a Deus!"

Bem parecido com o que a Val escreveu há pouco, né?! Será que ambos sofremos lobotomia ou realmente acreditamos e vivenciamos o que acabamos de falar?

Bjos e abraços,

Rodrigo


De: Val Pinheiro
Para:

E pra mim ela apenas conseguiu condensar um monte de clichês.

Dizer que quem vota PSOL é adolescente e ingênuo é ignorancia e/ou mau caratismo. Não sou nenhum dos dois, como muitos dos que estão brigando por voto nesse partido.
Votamos PSOL pq não nos contentamos com pouco. Pq não caímos no pragmatismo eleitoral não claro nesse post. Sou da esquerda nova, com valores democráticos, que fala de meio ambiente, etc, etc.

O avanço conseguido com o Lula é inegável, o apoio popular dele tb o é. O Bolsa-familia é importante, mas para aí. Mas dizer que estou satisfeita com isso é mentira. Dizer que isso é o máximo onde conseguimos chegar é mentira. Eu acredito na possibilidade de mudanças profundas. Se não for com o Congresso, vai ser com o povo nas ruas.

Quer ver as propostas do PSOL, vá no site. Nao dá pra repassar tudo tendo 50 segundos no programa eleitoral. E no debate concordo com a estratégia de deixar claro os projetos opostos, a visão de brasil contraditória com os 3 demais candidatos.

Passei alguns anos do governo esperando o lula diminuir as grandes fortunas, confrontar os grandes empresários, fazer projetos estruturantes e não puramente demagógicos e que são um presente pro capital (ex: minha casa minha vida), parar de perseguir rádio comunitária, mexer com os privilégios das concessões públicas de tv, fazer auditoria da dívida, não retroceder nas políticas de proteção ao meio ambiente, não permitir o uso descontrolado do nosso litoral. Quero ver desapropriar terreno que nao tá sendo usado, quero ver reforma agrária, quero ver o fim de corrupção dentro do alto escalão do governo, quero ver transparência na gestão pública, quero ver uma nova maneira de fazer política e não quero ver o meu presidente de esquerda pedindo voto pra Roseana Sarney, por exemplo.

Com Dilma vai ser Direita volver. Zeus nos guarde. Vou continuar fazendo meu trabalho de base que é a unica coisa capaz de realmente mudar alguma coisa... lá de cima só vem bordoada.

Quem não acredita mais nisso, e se contenta com Dilma e cia, só lamento. Mas, a luta é histórica e a gente vai dialogando e se fazendo real/possivel principalmente pela classe oprimida que é quem deve mesmo entender o recado.


Em 2 de outubro de 2010 19:37, Israel Sena escreveu:
Essa mulher falou absolutamente tudo o que penso sobre essa eleição.




--
"Quem não se movimenta não conhece as correntes que o prendem" (Rosa Luxemburgo)

"Que não sobre nada que não seja gente
com sangue nas veias,
com força no peito,
com raiva no jeito
e paz no coração" (Cláudio Lessa)

02 outubro, 2010

sobre não estar em São Paulo hoje

Casamento do mais que querido Mau e eu aqui...tanta coisa importante pra fazer em São Paulo e eu não pude ir...paciência...Desejo a ele e às suas Marianas a maior felicidade que o mundo tiver pra dar, pois ele MERECE.

sobre votos nulos e manipulação da midia

Tempo curto, mas não podia de comentar aqui um episódio dessa semana...

Estava trabalhando em casa quando começou o programa da Ana Maria Braga, que trazia uma procuradora eleitoral para ensinar o "povo" a votar. Me interessei pra saber o que é que iriam dizer, mas, é claro, só ficou no básico-horário de eleição, o que levar, as perguntas idiotas de sempre. Quando ela foi ensinar pra Ana a diferença entre votar em branco e votar nulo eu disse, agora quero ver ela falar o que aconteceria se a maioria votasse nulo! Mas, claro, ela não falou.

A Ana perguntou como fazia pra votar em branco, explicou que esse voto não "ia pra quem está na frente" e tal, aí explicou como se deve anular (digita um numero de candidato que não existe e confirma) e perguntou a diferença branco e nulo para a tal procuradora, que disse que praticamente não havia!! bom, a pergunta óbvia que qualquer anta faria era a seguinte: Se branco e nulo é a mesma coisa, por que os dois estão na urna eletrônica? Mas ela não fez!!

Ai, a surtada que vos fala, começou a correr atrás do site da Ana maria pra mandar a pergunta: E se metade mais um da população resolver votar nulo, o que aconteceria?

Já tinha desanimado quando o Louro José fala: estou recebendo perguntas pelo twitter...pronto, corri pro twitter e mandei umas 15 mensagens pro tal Louro, mas aí chegou a hora do comercial e eu indignada pois a tal procuradora respondeu tanta coisa idiota e deixou de lado-claro-esta.

No retorno do comercial a ana diz o seguinte: Nós recebemos mensagens insistentes de uma pessoa pedindo pra perguntar o que aconteceria se o povo votasse nulo e...eu nem acreditei! Podia até ser uma outra pessoa, mas que eu atormentei o twitter do louro, isso eu fiz! Mas, de nada adiantou, ela continuou dizendo que não era bem assim, que não seria anulado o pleito...e DESCONVERSOU!! Claro, a Globo tem muito interesse que o povo continue votando como gado que vai pra abate...

Bem, a dúvida é se a lei de fato existe e o que aconteceria. Diz o art. 224 do Código Eleitoral:

“Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos (…) o Tribunal marcará dia para nova eleição (…)”

Há quem diga que não é bem assim, que ela tem que ser entendida no contexto, claro, como temos leis obsoletas elas acabam gerando uma série de interpretações que favorece uns em detrimento de outros. Se de fato o pleito seria ou não cancelado não se sabe (algo me diz que não, por razões óbvias) mas uma coisa é certa: AS PESSOAS TALVEZ COMEÇASSEM A ACORDAR e percebessem que alguma coisa muito errada estava acontecendo, e iriam à LUTA pra conquistar o direito de ter novos candidatos...e, na minha cabeça maluca, iriam fazer isso até não ter mais ninguém elegível e aí sim começaria uma nova etapa nessa falsa democracia que nós temos.

Sei que é complicado conseguir isso, mas em algum momento nós teremos que tomar algumas decisões. Não sou muito velha, mas já percebi que, parodiando Eça de Queiroz, políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo...

01 outubro, 2010

sobe eleições, ainda e sempre

A falta de tempo continua, mas a vontade de falar não...segue post do blog de http://landircastro.blogspot.com/2010/09/eleicao-e-farsa.html


.
ELEIÇÃO É FARSA!

(Nelson Werneck Sodré, “A Farsa do Neoliberalismo”).

“Nos lugares onde ocorrem estes equívocos tão graves, o povo mobiliza suas legiões ano após ano para conquistas que lhes custam imensos sacrifícios e que não tem o menor valor. São pequenas colinas dominadas pelo fogo de artilharia inimiga. A colina parlamento, a colina legalidade, a colina greve econômica legal, a colina aumento de salários, a colina constituição burguesa, a colina libertação de um herói popular...E o pior de tudo é que para ganhar estas posições têm que intervir no jogo político do estado burguês e apara conseguir a permissão de atuar nesse jogo, é preciso demonstrar que e dispões a atuar dentro da legalidade burguesa. E necessário demonstrar que se é bonzinho, que não se é perigoso, que não passará pela cabeça de ninguém assaltar quartéis, nem trens, nem destruir pontes, em justiçar carrascos e os torturadores, nem subir as montanhas e erguer com punho forte e definitivo a única e violenta afirmação da América: a luta final por sua redenção.” (Che Guevara “ Tática e Estratégia da Revolução na América Latina”).

Diante desse quadro de apodrecimento da política burguesa, onde os candidatos de um partido único,mas com várias legendas,disputam o controle da velha maquina estatal, existe esperança? Existe sim! E a esperança não está nos chamados movimentos sociais imobilizados e rendidos, cujas direções oportunistas foram compradas com cargos e promessas, migalhas desse velho poder. A esperança é a luta, é a revolução! Como vimos: eleição não muda nada na vida do povo. De nada adianta trocar um governo, enquanto o poder continuar nas mãos das classes exploradoras. Enquanto as terras, as fábricas,continuarem controlados por uma minoria que vive as custas do suor do nosso povo, as massas nada terão além de migalhas e ilusões. Enquanto o velho Estado burgês-latifundiário e sua medula, o aparato militar repressivo estiver de pé, os operários e camponeses não terão asseguradas nenhuma de suas conquistas. A história tem ensinado, a custa de muito sangue derramado pelos em luta: que “Fora o poder tudo é ilusão!”(Lenin)

28 setembro, 2010

sobre o analfabeto político

e o palhaço Tiririca, analfabeto, vai conseguir mais de 1 milhão de votos...ô vergonha do meu país...


“O pior analfabeto

É o analfabeto político,

Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.” (
Bertold Brecht)

26 setembro, 2010

sobre ditaduras e democracias


Não vejo mais a política como forma de resolução dos problemas. Não acho que, mantendo-se a mesma lógica capitalista, seja possível a superação da corrupção que gera tanta desigualdade. Um tipo de democracia como a brasileira, em que a maioria - e, portanto, quem decide- da população não tem a mínima noção de seus direitos e deveres enquanto cidadão, dificilmente fará com que haja alguma mudança de fato significativa, ao menos por enquanto. A superação do Capital só se dará a partir da revolução, que não virá tão cedo, se é que um dia de fato terá forças para surgir...mas, enquanto isso, temos o DEVER de lutar contra o monopólio do dinheiro, da terra e do poder da palavra (usando termos do Emir). Mantendo minha máxima que pretende mudar o mundo um pouquinho de cada vez, tento, à minha maneira, me esclarecer cada dia mais e repassar isso para os que me rodeiam, física ou virtualmente. É pouco, dirão alguns, e provavelmente eles estejam certos. Mas desistir de tentar seria a prova de que eles estão certos e me convenceram, e isso eu não vou aceitar. Como, pra variar nos últimos 3 anos, não tenho tido tempo para quase nada, preferi usar esse texto do Emir, que aliás me faz sempre refletir sobre tais assuntos...Enjoy it






26/09/2010

Quem tem medo da democracia?

O momento mais trágico da história brasileira – o do golpe de 1964 e da instauração do pior regime político que o Brasil já teve, a ditadura militar – foi o momento da verdade da democracia. O momento revelou quem estava a favor e quem estava contra a democracia. E quem pregava e apoiava a ditadura. Foi um divisor definitivo de águas. O resto são palavras que o vento leva. A posição diante da ditadura e da democracia, na hora em que não havia outra alternativa, em que a democracia estava em risco grave – como se viu depois - foi decisiva para definir que é democrata e quem é ditatorial no Brasil.

Toda a velha imprensa, que segue ai – FSP, Globo, Estadão, Veja – pregou e apoiou o golpe militar, compactuou com a destruição da democracia no Brasil e enriqueceu com isso. Compactuou inclusive com a destruição da Última Hora, o único jornal que sempre resistiu à ditadura. O mesmo aconteceu com a maior parte da elite política da época - uma parte da qual ainda anda por aí, quase todos dando continuidade ao mesmo papel de inimigos da democracia, mesmo se disfarçados de democratas.

A história contemporânea é continuação daquela circunstância e da ditadura que ela instaurou. Se o amplo apoio ao governo Lula provêm, no essencial, em ter, pela primeira vez, diminuído a desigualdade, a injustiça e a exclusão social no Brasil, isto se deve, em grande parte, à monstruosa desigualdade que o modelo implantado pela ditadura – fundado na liberdade total ao capital e no arrocho dos salários, acompanhado da intervenção em todos os sindicatos – promoveu.

Da mesma forma que a polarização atual da política brasileira se centra de novo em torno da alternativa democracia/ditadura. Como naquela época, ambos os lados dizem falar em nome da democracia. Como naquela época, toda aquela imprensa e parte da elite política tradicional, falam da democracia – que eles mesmos ajudaram a massacrar ao pregar e apoiar a instauração da ditadura no Brasil –, mas representam a antidemocracia, representam os interesses tradicionais das elites, que resistem à imensa democratização por que passa o Brasil.

O golpe de 1964 foi realizado para evitar a continuidade de um processo de ampla democratização por que passava o Brasil. A política econômica do governo Jango, a extensão da sindicalização – aos funcionários públicos, aos trabalhadores rurais -, as lutas populares por mais direitos, o começo de reforma agrária, incorporavam crescentes setores populares a direitos essências. Mas isso não era funcional aos interesses das elites dirigentes, comprometidas com interesses econômicos voltados para o consumo das camadas mais ricas da sociedade – a indústria automobilística era o eixo da economia – e para a exportação, em detrimento do mercado interno de consumo popular.

O golpe e a ditadura militar fizeram um mal profundo para o Brasil, mas favoreceram o capitalismo fundado nas grandes corporações nacionais e internacionais, que lucraram como nunca – entre elas os próprios grupos econômicos da mídia. A gritaria de que a democracia estava em perigo, em 1964, serviu para acobertar a ditadura e o regime mais antipopular que já tivemos.

Agora o quadro se repete, já não mais como tragédia, mas como farsa. Vivemos de novo um processo de ampla e profunda democratização da sociedade brasileira. Dezenas de milhões de brasileiros, que nunca haviam tido acesso aos bens mínimos à sobrevivência, adquirem o direito de tê-los, para viver com um mínimo de dignidade. O mercado interno de consumo popular passou a ser elemento integrante essencial do modelo econômico.

A sociedade brasileira, que era a mais desigual da América Latina - que, por sua vez, é o continente mais desigual do mundo -, pela primeira vez, começou a ser menos desigual, menos injusta. Isso incomoda às elites conservadoras brasileiras. Já não podem dispor do Estado brasileiro – e das empresas estatais – como sempre dispuseram. Os donos de jornais, rádios e TVs, já não têm um presidente da república que almoce e jante com eles, com todas as promiscuidades decorrentes daí.

Sentem que o poder se lhes escapa das mãos. Que um presidente – nordestino e operário de origem – conquistou um prestigio e um apoio popular, apesar deles. Tem medo do povo. Quando se dão conta da democratização que começou a acontecer, logo retomam os seus fantasmas da guerra fria e gritam que a democracia está em perigo, quando o que está em perigo são os seus privilégios.

São os mesmos que confundiam seus privilégios com democracia – porque assimilavam democracia com regime que protegia seus interesses -, que agora tem medo da democracia, porque sentem que perdem privilégios. Privilégios de serem os únicos formadores de opinião publica, de serem os que filtravam quem podia ocupar a presidência republica e os outros cargos públicos importantes. Privilégios de terem acesso exclusivo a viajar, a comprar certos bens, a ir ao teatro. Privilégios de decidir as políticas governamentais, de eleger e destituir presidentes.

O que está em perigo são os privilégios das minorias. O que está em desenvolvimento no Brasil é o mais amplo processo de democratização que o país já conheceu. Um processo que apenas começa, que tem que quebrar o monopólio do dinheiro (poder do capital financeiro), da terra (poder dos latifundiários) e o poder da palavra (poder da mídia monopolista), entre outros, para que nos tornemos realmente um país justo, solidário e soberano.

Quem tem medo da democracia? As elites que sempre detiveram privilégios, que agora começam a perdê-los. O povo, os que têm consciência social, democrática, não tem nada a temer. Tem um mundo – o outro mundo possível – a ganhar.

Postado por Emir Sader às 04:42

17 setembro, 2010

sobre as tais defesas prévias

Eu não sei explicar se foi a maracujina que dona babita sugeriu ou se estava tão tensa antes que não sobrou tensão para a hora do debate...bem, não posso dizer tudo o que penso sobre o que aconteceu pra não me comprometer, vai que alguém lê isso aqui, mas o que tenho a dizer é que o que a babita por um lado, e a amandinha por outro, resolveram fazer pra me vingar seria muito bem vindo...

basicamente, 90% do trabalho de 30 meses terá que ser refeito em um mês e meio...parece que isso é bastante comum no meio acadêmico...fazer o quê...

bem, é o jeito...e lá vamos nós!

14 setembro, 2010

sobre meus sonhos de consumo do dia




sobre alunos, again

sério, tem aluno que ACREDITA MESMO que a professora não percebe quem fez o trabalho e quem só leu o que está no slide e enrolou na explicação? Acorda!

sobre os amigos e o projeto "passa, erika"

em tempos de maximização dos conflitos, da competição exagerada, do cada-um-por-si, me faz muito bem saber que existem pessoas que conseguem deixar de lado suas tantas obrigações para ajudar um amigo nas horas mais difíceis...são tantos os momentos em que precisei deles e que eles nunca me faltaram que não caberia em um post, ainda mais um deste, entre tanto trabalho...mas não podia deixar de agradecer especialmente, nesta semana, Val, Amanda, Murilo e Mano. Sem eles eu não sei que conseguiria ir em frente. Val disse que eu tenho os amigos que mereço...eu digo que eu tenho muito mais do que mereço, mas espero realmente estar à altura de vocês um dia...e babita, por favor, não precisa se desesperar em sonho ou na vida real, por favor...amigo bom é amigo vivo e são (ou mais ou menos)rsrs...

e, juro, depois dessa confusão toda, eu vou EXIGIR a presença de todos vocês, mas desta vez para tomar um PORRE daqueles...

voltando ao batente...e lá vamos nós!

03 setembro, 2010

sobre as coisas boas de ser educadora

terminei hoje o curso de dinâmica de grupo na Fatene...desde semana passada eu não faço outra coisa além de me envolver com o curso (apesar de coisa muito importante me esperando). Eram duas turmas, uma a tarde e outra a noite, e é incrível como as coisas vão acontecendo e a gente tem que ir adaptando ao grupo, aos horários, às limitações de instalações e material, enfim, apesar de tantas dificuldades o curso foi muito bom.

A melhor coisa no meu trabalho é saber o quanto eu posso influenciar e ser influenciada pelas pessoas...tanta coisa que eu senti nesses 3 dias me fizeram ter certeza da minha escolha. Entre tantas vivências sentir cada abraço emocionado de alguém que foi tocado por uma carta recebida, um abraço, um elogio...e hoje, tentar levar cada um ao nível de relaxamento que os fizesse viajar para além do espaço físico em que estávamos foi uma experiência maravilhosa...foi muito bom ver as pessoas voltando ainda um pouco atordoadas mas com um sorriso no rosto de satisfação...enfim, cada palavra de carinho, cada afeto, cada sorriso, presentinhos feitos pela própria aluna e entregues ao final do curso, o depoimento de um aluno que esteve na minha disciplina no semestre passado e, apesar de ter um torneio de futebol e um curso de avaliação física no mesmo horário do meu curso, escolheu fazer o de dinâmicas por ser eu a professora...isso não tem preço...e ainda ouvir dele que apesar dele já ir com a expectativa lá em cima, o que ele viveu ali foi surpreendente...

Sei que pode parecer auto elogio mas este espaço é para eu expor meus sentimentos, que muitas vezes são tão ruins e negativos, e eu não podia deixar de colocar aqui minha emoção de hoje para compartilhar com os meus poucos e bons amigos que me visitam vez por outra...cansada, com pouco dinheiro, mas feliz...eu fui tocada, e toquei...essa é a vida que eu sempre quis...



sobre os absurdos da politicagem brasileira

Eu juro que nem me surpreendo ao ler tanto absurdo...nem sei o que falar...pior que está FICA!

Folha - Por que você decidiu se candidatar?
Tiririca - Eu recebi o convite há um ano. Conversei com minha mãe, ela me aconselhou a entrar porque daria pra ajudar as pessoas mais necessitadas. Eu tô entrando de cabeça.
De quem veio o convite?
Do PR.
Como foi?
Por eu ser um cara popular, eles acreditaram muito, como eu também acredito, que tá certo, eu vou ser eleito.
Sabe o que o PR propõe, como se situa na política?
Cara, com sinceridade, ainda não me liguei nisso aí, não. O meu foco é nessa coisa da candidatura, e de correr atrás. E caso vindo a ser eleito, aí a gente vai ver.
Quais são as suas principais propostas?
Como eu sou cara que vem de baixo, e graças a Deus consegui espaço, eu tô trabalhando pelos nordestinos, pelas crianças e pelos desfavorecidos.
Mas tem algum projeto concreto que você queira levar para a Câmara?
De cabeça, assim, não dá pra falar. Mas como tem uma equipe trabalhando por trás, a gente tem os projetos que tão elaborados, tá tudo beleza. Eu quero ajudar muito o lance dos nordestinos.
O que você poderia fazer pelos nordestinos?
Acabar com a discriminação, que é muito grande. Eu sei que o lance da constituição civil, lei trabalhista... A gente tem uma porrada de coisa que... de cabeça assim é complicado pra te falar. Mas tá tudo no papel, e tá beleza. Tenho certeza de que vai dar certo.
Quem financia a sua campanha?
Então... o partido entrou com essa ajuda aí... e eu achei legal.
Você tem ideia de quanto custa a campanha?
Cara, não tá sendo barata.
Mas você não tem ideia?
Não tenho ideia, não.
Na propaganda eleitoral você diz que não sabe o que faz um deputado. É verdade ou é piada?
Como é o Tiririca, é uma piada, né, cara? 'Também não sei, mas vote em mim que eu vou dizer'. Tipo assim. Eu fiz mais na piada, mais no coisa... porque é esse lance mesmo do Tiririca.
Mas o Francisco sabe o que faz um deputado?
Com certeza, bicho. Entrei nessa, estudei para esse lance, conversei muito com a minha mãe. Eu sei que elabora as leis e faz vários projetos acontecer, né?
O que você conhece sobre a atividade de deputado?
Pra te falar a verdade, não conheço nada. Mas tando lá vou passar a conhecer.
Até agora você não sabe nada sobre a Câmara?
Não, nada.
Quem são os seus assessores?
Nós estamos com, com, com.... a Daniele.... Daniela. Ela faz parte da assessoria, junto com.... Maionese, né? Carla... É uma equipe grande pra caramba.
Mas quem te assessora na parte legislativa?
É pessoal do Manieri.
Quem é o Manieri?
É... A, a, a.... a Dani é que pode te explicar direitinho. Ela que trabalha com ele. Pode te explicar o que é.
Por que seu slogan é 'pior que tá, não fica?
Eu acho que pior que tá, não vai ficar. Não tem condições. Vamos ver se, com os artistas entrando, vai dar uma mudança. Se Deus quiser, pra melhor.
Esse slogan é um deboche, uma piada?
Não. É a realidade. Pior do que tá não fica.
Você pretende se vestir de Tiririca na Câmara?
Não, de maneira alguma.
Quem é o seu espelho na política?
Pra te falar a verdade, não tenho. Respeito muito o Lula pelo que ele fez pelo nosso país. Ele pegou o país arrasado e melhorou pra caramba.
Fora ele...
Quem ele indicar, eu acredito muito. Vai continuar o trabalho que ele deixou aí.
Então você vota na Dilma.
Com certeza. A gente vai apoiar a Dilma. Ele tá apoiando e a gente vai nessa.
Não teme ser tratado com deboche?
Não, cara. Não temo nada disso. Tô entrando de cabeça, de coração. Tô querendo fazer alguma coisa. Mesmo porque eu sou bem resolvido na minha profissão. Tenho um contrato de quatro anos com a Record. Tenho minha vida feita, graças a Deus. Tem gente que aceita, mas a rejeição é muito pouca.
Se for eleito, vai continuar na TV?
Com certeza, é o meu trabalho. Vou conciliar os dois empregos.
Em quem votou para deputado na última eleição?
Pra te falar a verdade, eu nunca votei. Sempre justifiquei meu voto.