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17 fevereiro, 2010

As últimas do meu Twitter

  1. Poseidon, Zeus, Hades,Atena, Hermes, Quíron, Perséfone, sátiros, centauros, semideuses, Medusa, precisa conhecer p aproveitar Percy Jackson
  2. @ailtonmonteiro Que absurdo! Formam técnicos sem o mínimo de conhecimento mais profundo! Eu não vi O HOMEM...parece muito bom...Enjoy!
  3. Val, Ailton e Cia: Cinema hoje, Iguatemi, Percy Jackson e o Ladrão de Raios, 16:05h (é sobre mitologia). Bóra? 11 reais a inteira :)
  4. @sinalfechado Pois é, nada a ver...Ter que criar muros para separar as pessoas com escolhas diferentes já é ruim, e assim entao...
  5. Em tempos de inclusão, acho um retrocesso. A grade é específica e só terá disciplinas de "artes". Quer dizer que eles só podem ser artistas?
  6. Campinas terá a primeira Escola Jovem LGTB (Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais)
  7. Mas ele diria: "O mundo das explicações e da razão não é o da existência" Ok, meu caro, mas eu sempre tento entender...
  8. "Estamos condenados a ser livres" O caro Sartre não devia conhecer a TV aberta brasileira naquele tempo...
  9. Acabou! Acabou!! Bom, ainda não, hoje ainda tem os jornais fazendo uma "revisão" de tudo o que aconteceu no Carnaval, mas tá bem pertinho...
  10. Definitivamente, eu ADORO pizza...se pudesse, comeria todos os dias...
  11. Não é por nada não, mas até no Carnaval os corinthianos tem que arrumar confusão? Perdeu, paciência, parte pra outra, sem baixaria
  12. Acabando o carnaval e eu longe de acabar o que tinha planejado fazer...
  13. Scelta: Carnevale o Giochi olimpici di inverno. Solamente quell'esiste in televisione oggi
  14. Perché mia nonna parlò solamente in italiano a me per giurare?
  15. Io sto traducendo un testo di filosofia per la mia dissertazione nel centro del carnevale
  16. Escolas de samba em São Paulo e no Rio "homenageiam" 50 anos de Brasília, mas nenhuma toca no assunto (antigo) da corrupção. Cegueira grupal
  17. e segue a tradução do livro...pena que dos meus avós o único italiano que aprendi foi o dos palavrões...
  18. Teve um que disse ser um erro um homem da pré-história usar gravata, que só surgiu na época de napoleão...O homem era o Fred Flinstone.
  19. Engraçado ver o desfile das escolas e o monte de besteiras que os repórteres falam a respeito das fantasias das escolas.
  20. Fora da Glenda no carnaval: Dizer q carnavalesco queria uma cleópatra mais "feinha" ao se referir à atriz fora do padrão ridículo de magreza

13 fevereiro, 2010

A evolução da Educação

A Evolução da Educação.

Infelizmente tenho que dizer que muito do que trata esse texto é verdade. Estamos cada vez mais sendo coniventes com a falta de ensino real nas escolas, e "passando" alunos sem a mínima condição...só não concordo com a "ironia" com as minorias. Um erro histórico deve ser debatido com mais rigor e entendido mais adequadamente...

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$
80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00


E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a
professora provocou traumas na criança.


Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.


“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta
melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos
melhores para o nosso planeta?"


Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!

12 fevereiro, 2010

Café e Filosofia - Sesc Centro

Dia 25.03, estarei lá falando de Simone de Beauvoir! Apareçam!

08 fevereiro, 2010

sobre a etiqueta na Filosofia, por Renato Janine Ribeiro

Olho Grego
Os temas pequenos da filosofia

Renato Janine Ribeiro

De onde vem a palavra etiqueta, usada para tratar dos bons modos, maneiras decentes e gestos bem educados? Uma etimologia tenaz a deriva da "pequena ética", uma vez que em espanhol e mesmo em português podemos usar o sufixo -eta como diminutivo: a etiqueta seria então uma ética menor. Hobbes, por exemplo, diz a certa altura do Leviatã (1651) que não vai tratar de small morals, da moral pequena, da moralzinha. É uma forma de traduzir a etiqueta.
Outra origem se encontra nos dicionários de francês: étiquette seria o rótulo que se colocava nos sacos em que se guardavam processos judiciais, na França do século XVI. A etiqueta-rótulo dizia o que estava contido dentro deles. Por- tanto, a etiqueta seria um rótulo. É algo que está fora que indica o que ou quem está dentro. É uma aparência que mostra a essência.

A etiqueta se impõe na passagem da Idade Média à Renascença. Foi tema fartamente estudado por Norbert Elias, Johan Huizinga e por mim mesmo. Ela une os dois sentidos acima. Por um lado, é um conjunto de regras que não tem a profundidade da grande moral, da verdadeira ética. São regras que devem ser seguidas. Uma ética mais forte não tem rol do que é certo ou errado.

As duas etiquetas


Anos atrás, Antonio Candido me disse que havia duas etiquetas, ambas se constituindo no final da Idade Média. Uma era a etiqueta da submissão diante da hierarquia, que nasce na corte de Borgonha. Outra era a etiqueta entre iguais, que cresce nos Países Baixos. Ambas demonstram respeito. Mas um é o respeito do inferior, outro o do igual.

Fui pesquisar isso e acabei escrevendo um pequeno livro a respeito, A etiqueta no Antigo Regime, que deve bastante a Norbert Elias e a Johan Huizinga. É curioso que as duas etiquetas tenham nascido em terras que pertenciam ao mesmo senhor, o duque de Borgonha - embora a Borgonha propriamente dita fosse domínio feudal e os Países Baixos, cidades autônomas e desenvolvidas.

Mas o ponto principal é que, em face de uma Idade Média rústica, o século XIV cria costumes mais refinados. Os bons modos são uma forma de demonstrar respeito diante do outro. Há vários tipos de outro. Um é o príncipe. Diante dele, as pessoas se ajoelham: elas o veneram quase como se ele fosse o próprio Cristo. Outro é o tipo de respeito dos burgueses entre si. Huizinga conta uma história de dois cidadãos que se encontram numa ruela muito estreita, e ficam um pedindo ao outro que passe, "não, o senhor primeiro": quinze minutos de rapapés.
E há ainda a mulher. Respeitar a mulher exige um cuidado com a linguagem e a postura física que rompe com os modos medievais. No começo do século XIII, quando morre o conde Guilherme Marechal, regente da Inglaterra, nem se mencionam os nomes de sua mulher e filhas. Elas mal aparecem. Entretanto, quando vão aumentando os torneios, ocasiões em que os nobres simulam guerrear em frente às mulheres, elas vão adquirindo importância. Isso significa adotar maneiras mais cuidadas, evitar grosserias e se refinar.

Civilização

Um dos principais livros de Norbert Elias é O processo civilizador, em que ele conta, com detalhes, mas também com interpretações refinadas, essa gradual conquista da educação sobre a grosseria. (Devo dizer que nem todos o leem assim. Alguns acham que ele mostra como os "bons modos" são uma forma - violenta - de impor ordem na sociedade, lançando desdém sobre os rústicos).
Talvez sua ideia mais oportuna de lembrar, hoje, seja que a exibição cada vez maior do corpo, sobretudo feminino, nas últimas décadas vem junto com um aumento de autocontrole. É o contrário do que imaginaríamos à primeira vista. Quando se adota o biquíni e depois o fio-dental, tem-se a impressão de que um, permitam a palavra, liberou geral. Mas não é nada disso. O homem que vê uma mulher com quase todo o corpo nu tem que agir como se ela estivesse inteiramente vestida. Não pode atacá-la, não pode desrespeitá-la. Mas isso exige esforço por parte dele.

Portanto, não ocorrem apenas mudanças porque as pessoas usam roupas mais exíguas. Elas ocorrem também porque quem lida com elas tem de se adaptar a isso. O aparente "ganho" erótico de enxergar mais do corpo alheio é compensado por um seguro "custo" de ter que se conter mais que no passado. Os jovens que vaiaram uma colega na Uniban porque usava um microvestido, que o digam: faltou-lhes autocontenção.
Por isso, o que temos em cena não é algo apenas político. É claro que podemos fazer uma interpretação política do que as boas maneiras representam. Mas seu principal papel é social, mais que político. Constrói-se, nas palavras de Elias, uma civilização. Os costumes são civilizados. (O livro dele, A civilização dos costumes, deve ter o título entendido como o civilizar dos costumes, e não como uma civilização que se caracterizaria pelos costumes). Isso muda o mundo.

Questões Pequenas

A etiqueta, dizia, é uma pequena ética. As questões de que Elias trata são pequenas, também. Mas são fundamentais. Dizem respeito ao que Foucault chamaria uma microfisica. Cobrem ações que afetam o dia-a-dia de todos: são dezenas ou centenas de bilhões de gestos diários que expressam nosso respeito, nossa contenção - ou nosso desdém, quem sabe.
Norbert Elias demorou, talvez por se ocupar de matéria considerada pequena, para ser reconhecido. Escreveu sua grande obra, que mencionei, em 1939. Alemão, ele estava exilado na Inglaterra. Mal se notou esse livro. Chegou, na década de 1960, a ir dar aulas na recém-independente Gana, o que mostra como a academia o ignorava. Contudo, em seus últimos anos de vida, teve reconhecimento. Hoje, é uma referência obrigatória nas Ciências Sociais e na História - e as questões que levanta têm forte interesse filosófico, quando mais não seja porque a "pequena ética" nos faz perguntar sobre suas fronteiras com uma "grande ética"

06 fevereiro, 2010

sobre as angústias da vida moderna

Na minha última aula da sexta-feira surgiu uma discussão acalorada sobre uma postura que adotei diante de uma fato que me incomodou. Falávamos de Ética e cidadania e eu tentei mostrar que, se não formos seres éticos, será impossível a convivência. Engraçado que as pessoas acham normal furar fila ou pagar propina, mas se incomodam se alguém toma sua vaga em um estacionamento ou se fura a fila do cinema na sua frente e te faz ficar sem ingresso...não conseguem ligar as duas coisas, simplesmente acham que podem agir de qualquer maneira sem que isso interfira nas suas vidas.

Continuo dizendo a mesma coisa, eu posso não mudar o mundo, mas que as pessoas no mundo não vão me fazer desistir de tentar, pode ter certeza que não vão...

03 fevereiro, 2010

Calor insuportável

Quando vim morar em Fortaleza, calor a gente só passava se ficasse no sol, na sombra sempre era mais agradável. Agora, impossível aguentar mesmo na sombra...

E tem gente dizendo que aquecimento global é lenda urbana :(